quinta-feira, 12 de março de 2009

O poder da internet e a classe C

Até pouco tempo atrás a maior parte das pessoas julgava que a audiência da internet brasileira era dada principalmente pela elite do país.

Se analisarmos os fatos ano a ano, realmente esta informação era verdadeira (isso se considerarmos até 2006 mais ou menos).

A pouco mais de um ano nota-se um comportamento de compra vindo da classe C, que vem chamando atenção dos anunciantes. Essas pessoas procuram por bons produtos, com valores acessíveis e que sejam bonitos, principalmente para poder mostrar aos amigos e conhecidos (passando a sensação de poder - aquisição). Um exemplo deste tipo de comportamento são os dados lançados recentemente pelo Interactive Advertising Bureau mostram a explosão da classe C na internet entre 2007/2008.

Até o ano de 2006, haviam apenas 32.876.000 de internautas e em 2007 impulsionado pela compra de computadores e penetração da classe C na internet, o Brasil teve aumento de 21% na navegação, o que representa o valor de 40 milhões de internautas na web.

De acordo com o IDC Brasil, neste ano pela primeira vez, foram vendidos mais computadores que televisões, em torno de 7 milhões de computadores vendidos a mais (do que os 10 milhões de televisores), seja pelos valores mais acessíveis ou mesmo pela forma de pagamento (parcelado com taxas baixas de juros).

O comportamento deste consumidor, é bastante curioso. Estudos mostram que o consumidor da classe C, dá muito valor a economia, compartilhamento de objetos, exemplo, “mini-lanhouses” feitas em casa e aparência dos produtos adquiridos, exemplo, em vez de usar um sabão em pó de segunda linha as donas de casa dão preferência a OMO (deixando sempre bem a vista os produtos para que as conhecidas possam apreciar).

Este tipo de comportamento, não diz respeito somente a qualidade do produto em questão, mas também, sobre a vaidade individual que não deve ser ferida. Essa classe tem muito poder, união e estão sempre atentos as novidades que surgem seja na internet ou em outro meio.

Dentro do acesso a rede temos a seguinte distribuição de classes:
50% AB, 37% C e 13% DE (Fonte: 19ª edição da pesquisa Internet POP – Base dezembro/2007).

A estimativa é que em 2008 o ano a classe C, chegue a 40% deste total e o ano termine com 45 milhões de internautas, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Imagine que em 2002 incluindo acessos residenciais, no trabalho, escolas, cyber cafés, etc, com pessoas com idade entre 16 anos ou mais, existiam apenas 19.672 milhões de internautas.

O quão grandioso não foi esse crescimento? Fazendo uma analogia com “o mundo real”, qual foi a empresa que nos últimos tempo tem mais lucrado com esta classe e que está na internet? As Casas Bahia, sem sombra de dúvida é o maior e melhor exemplo de como tratar com essa classe e seguindo a tendência de marcado lança sua loja online, justamente para o público que mais vem crescendo nos último meses.

Uma pesquisa feita pela Harris Interactive, mostra a importância dada para a internet nos dias de hoje. A pesquisa aponta que 46% das americanas adultas acreditam que é pior ficar sem internet por duas semanas a ficar sem sexo e 30% dos homens segundo a pesquisa tem o mesmo pensamento.

Sabemos que cada vez mais os adolescentes ficam em casa e preferem estar em frente a um computador em um sábado a noite a estar com os amigos “reais”. Até onde este tipo de comportamento é saudável e como os parentes/amigos desses indivíduos podem ajudar-los a perceber que está na hora de desligar a telinha? (tema do próximo post) Em relação ao investimento publicitário, a internet vem crescendo timidamente. Em 2003 detinha apenas 1,5% do bolo publicitário e hoje detém em torno de 3% do total (com 41 milhões de internautas).

A televisão aberta 58,5%, seguida pelos jornais 17,2%, revistas 8%, rádio 4,3%, internet 3,3%, TV por assinatura 3,2%, mídia exterior 2,8%, guias 2,1% e cinema 0,3%. Se a maior parte das empresas conhecessem os benefícios que a internet proporciona, o investimento publicitário na internet cresceria com muito mais força.

O argumento mais forte de defesa da internet ainda é a possibilidade de mensuração. Imagine que se você desejar poderá medir itens como quantidade de impressões, cliques, eficiência da campanha/CTR (Click-through rate), links mais acessados na peça, tempo de interação com a peça, etc...

E o mais interessante, é quando esses dados são cruzados com os dados obtidos dentro do site do cliente, como quantidade de visitantes vindos de uma peça de sua campanha, tempo de permanência no site, quantas páginas foram vistas a partir de uma peça específica, se o cadastro apresentado por exemplo, foi preenchido por completo ou em que ponto o internauta parou e assim por diante.

Passar a mensurar a audiência de seu site e otimiza-lo é sem dúvida o primeiro passo a ser dado e o mais importante. Quando a casa está limpa e arrumada, é hora de receber as visitas!

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